A tripulação de um barco de pesca artesanal no Sul do Brasil aguarda todos os anos pelo ingresso da água salgada do Oceano Atlântico na Lagoa dos Patos, o vasto corpo de água doce do qual eles tiram seu sustento. Porém, sendo o pescado marinho a diferença entre fartura e escassez, a baixa ocorrência de salinização nos últimos anos deixa esses homens à mercê de seus destinos, em uma espera sem fim na qual o tempo parece andar em círculos.
Luiza, apesar da carreira bem-sucedida, considera seu cotidiano vazio de sentido. Em crise, correndo o risco de enfrentar um surto, depressão ou síndrome do pânico, sai pela cidade e encontra Jonas, um retratista que - ela não sabe - tem o dom da clarividência. Luiza vai vislumbrar seu devir pelas provocações de Jonas, que redesenha seus traços intuindo um novo rumo.